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Política Rio Grande do Norte

Conclusão da Barragem de Oiticica (CE) depende de acordo com famílias; Governo estadual repudia declaração

Com as obras já concluídas, da Transposição do Rio São Francisco – eixos Norte e Leste – o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), continua em viagem ao Nordeste e, nesta quarta-feira (9), esteve na cidade de Jucurutu, no Rio Grande do Norte, onde vistoriou as obras da Barragem de Oiticica.

oiticica
Barragem de Oiticica – Foto: Canindé Soares

Por essa barragem, que está na fase final, é que as águas do São Francisco vão chegar a oito cidades do Rio Grande do Norte com a previsão de atender a 330 mil pessoas. Durante o evento, o presidente disse que as obras da barragem só serão concluídas após a saída das famílias que vivem na região, que será alagada.


As águas do São Francisco chegam ao Rio Grande do Norte, pelo rio Piranhas-Açu. Já em território potiguar, o leito segue para abastecer a barragem de Oiticica.

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Bolsonaro passeia em Caicó (RN) e é seguido por apoiadores


Depois de visitar a barragem, em fase final nas obras, o presidente Bolsonaro segue por 80 quilômetros para a cidade de Jardim de Piranhas, também no Rio Grande do Norte. Por lá, ele participou do evento de chegada das águas da transposição do São Francisco ao estado potiguar.


As obras da transposição, nos eixos Leste e Norte, começaram em 2007 e, durante o atual governo receberam investimentos de R$ 3,5 bilhões.

Nota do Governo do RN

Confira íntegra da nota divulgada pelo Governo do Estado: A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) repudia a informação veiculada pelo presidente Jair Bolsonaro e seu assessor, o ministro Rogério Marinho, sobre o andamento das obras da Barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu.
As informações divulgadas no vídeo são inverdades e mostram, tanto da parte do presidente da República quanto do seu assessor, o total desconhecimento sobre as questões relacionadas ao Complexo Oiticica, especialmente, sobre os contextos sociais existentes. Ignorar a necessidade humana, ou considerar que a vulnerabilidade dessas famílias da comunidade Carnaúba Torta é algo menor, e que por conta dessas pessoas outras centenas seriam penalizadas, revela a ausência de sensibilidade que deve ser premissa não apenas de um gestor, mas de qualquer ser humano. Para o Governo do RN, essas obras vão além do concreto e da água a ser armazenada, pois são tratadas como parte de uma política pública na qual todos e todas são importantes.A transferência das famílias pertencentes à comunidade de Carnaúba Torta faz parte de um compromisso assumido, por orientação da governadora Fátima Bezerra, que é de somente fechar a barragem quando todas essas famílias estiverem realocadas, com segurança e dignidade.
As casas já estão concluídas e serão entregues às famílias, que em breve poderão começar uma nova fase das suas vidas na agrovila de Jucurutu.
O Governo do RN, em nenhum momento, faz uso político de empreendimentos, especialmente do Complexo Oiticica, que garantirá segurança hídrica e desenvolvimento econômico para a população da região do Seridó.
A atual gestão estadual reforça que a execução das obras do Complexo Oiticica é de responsabilidade do Governo do Rio Grande do Norte, que age com celeridade na construção das obras físicas e sociais do projeto, e quem coube readequar projetos recheados de erros e vícios de construção para que o investimento pudesse levar, de fato, desenvolvimento à região.
É fato que o ministro Rogério Marinho, imbuído de interesses politiqueiros, perdido em meio à enorme rejeição que o povo potiguar tem pelas atitudes irresponsáveis do presidente da República — entre elas o desprezo à vida — encontrou nas obras de recursos hídricos tocadas ou planejadas pelo Governo do Rio Grande do Norte uma maneira de tentar se destacar além dos escândalos que o acompanham historicamente.
Com esse objetivo, Marinho fez questão de desfazer convênios federais já assinados com o Governo do RN e referentes a projetos importantes, planejados pelo governo estadual. Desconstruindo, como é de sua característica, o bom entendimento que foi construído através do seu antecessor no Ministério do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.
Na sua sanha sectarista, Marinho impôs ao estado que entregasse à sua pasta o Projeto Seridó (300 km de adutoras que levariam água para 23 cidades), obrigou o Rio Grande do Norte a também entregar ao governo Federal a obra da barragem de Passagem das Traíras, que hoje encontra-se paralisada. Não satisfeito, retirou 32 milhões de reais relativos aos convênios que seriam destinados à instalação de dessalinizadores.
A água que o ministro do Desenvolvimento Regional e o presidente da República fizeram questão de destacar que estava sendo desperdiçada, pelo fato da parede da barragem de Oiticica não estar concluída, tem o mesmo valor que aquela do açude Passagem das Traíras, onde o ministro assumiu a obra e prometeu concluir em tempo recorde. A obra está parada, o inverno chegou, e lá em Passagem das Traíras nenhuma água ficou.
Natal (RN), 09 de fevereiro de 2022.
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTEASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – ASSECOM

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