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COVID-19 Rio Grande do Norte

Pandemia no RN completa um ano: estado tem recorde de internações e alta de mortes, vive segunda onda

A pandemia de Covid-19 completa um ano no Rio Grande do Norte diante de um cenário de alta de mortes, falta de leitos, fila de pacientes, recorde de internações e maior média diária de novos casos da doença, que chegou oficialmente ao estado no dia 12 de março de 2020. Passados doze meses, março de 2021 tem a maior média diária de casos (1.353) e de mortes (26) por Covid-19 desde o surgimento do vírus no estado.

O primeiro caso de Covid-19 diagnosticado em solo potiguar foi registrado há um ano, em uma mulher que se contaminou na Europa após ter passado por França, Itália e Áustria. A primeira morte não demorou muito: 16 dias após a chegada do vírus ao RN, o professor universitário Luiz di Souza faleceu aos 61 anos em Mossoró, no Oeste potiguar.

Já o primeira vitima fatal ocorreu em 28 de março, em Mossoró, a Covid-19 provoca a primeira morte no estado, duas semanas após o primeiro caso.

Exaustão, desânimo, angústia. As palavras representam alguns dos sentimentos atuais dos profissionais de saúde que trabalham diariamente, há um ano, no combate à pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Norte. Uma luta sem descanso, que parecia caminhar para um cenário mais promissor, e novamente desandou, com aumento de casos e alta taxa de ocupação dos leitos críticos. Algo que lembra, para alguns profissionais da saúde, um cenário de guerra.

“Nunca fui para uma guerra, mas acredito que, pelo que a gente vê, não é muito diferente do que a gente está passando”, diz o médico André Prudente, que é diretor do Hospital Giselda Trigueiro, referência no tratamento da Covid-19 no estado, e também membro do comitê científico do RN.

Mesmo após 12 meses, a pandemia dá sinais de uma nova aceleração, o que os especialistas chamam de segunda onda. O total de mortes registrados em 2021 (até 11 de março) representa 22% do total de óbitos contabilizados desde o início da pandemia. Fevereiro deste ano se tornou o mês com o maior número de novos casos de coronavírus (25.018), superando dezembro de 2020 (22.960), números que até então só haviam sido registrados no primeiro pico da pandemia entre junho e julho do ano passado.

Em 2021, com novo aumento de casos, parte dos serviços que já tinham voltado a funcionar tiveram que ser paralisados novamente. As restrições trouxeram impacto sobre a economia. Somente o Turismo perdeu cerca de $1,5 bilhão em um ano.

Ocupação de leitos para a covid-19

Nesta quinta-feira (11), a rede pública potiguar chegou ao maior número de leitos críticos em operação desde o início da pandemia: 314. Ainda assim, a taxa de ocupação de leitos ficou em 97% e o estado atingiu outro recorde: 962 pacientes internados com a doença. A fila de espera por uma UTI tinha 91 pessoas na manhã desta sexta (12). Desde o dia 6 de março, o número de pessoas com menos de 60 anos superou o de idosos em UTI Covid.

O povo potiguar e, todo o mundo, vive na esperança viva que o fim desta pandemia venha a ser anunciada. Os que perderam parentes vivem um dilema com a saudade e esperança de dias melhores.

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