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Pastor estaria envolvido em escândalo de abuso sexual e trabalho escravo em Mossoró

Auditoras-fiscais do Trabalho resgataram em Natal e Mossoró, duas trabalhadoras domésticas que eram submetidas a condições de trabalho análogo à escravidão.

 O escândalo envolveria o pastor Geraldo Braga da Cunha, acusado de abuso sexual e trabalho escravo. Ele negou as acusações.

A vítima de Mossoró trabalhava para uma família havia 32 anos, desde que ela tinha 16 anos de idade, e sofreu abusos sexuais do empregador por dez anos, de acordo com a Fiscalização do Trabalho. A doméstica de Natal passava por jornadas exaustivas havia cinco anos e dormia num colchão no chão, no quarto da empregadora.

O resgate em Mossoró ocorreu em razão da constatação de trabalhos forçados, condições degradantes, jornadas exaustivas e restrição de liberdade. “A trabalhadora doméstica começou a laborar e a morar na residência da família aos 16 anos de idade, em afronta à legislação brasileira, que proíbe o trabalho infantil doméstico”, explica a auditora-fiscal do Trabalho, Marina Sampaio, que participou da ação fiscal.

No resgate realizado em Natal, a equipe de auditoras-fiscais do Trabalho constatou que a empregada doméstica trabalhava há 5 anos na residência, de segunda-feira a domingo, ficando à disposição da empregadora 24 horas por dia e descansando apenas a cada 15 dias. Ainda, foi verificado que a vítima havia gozado férias uma única vez e trabalhava normalmente nos feriados.

Por meio de nota, no entanto, a igreja Assembleia de Deus, informou que Geraldo Braga da Cunha foi “afastado preventivamente de suas funções eclesiásticas e determinou, através da sua Diretoria, a abertura de procedimento administrativo disciplinar, para que sejam apurados os fatos e aplicada, se for o caso, conforme as constatações do processo, as penalidades previstas no estatuto e no regimento interno da igreja”.

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