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Uma em cada cinco alunas adolescentes sofreu violência sexual

 violência sexual é um problema frequente na vida de muitos adolescentes brasileiros, em especial as meninas. Isso foi o que revelou uma pesquisa do IBGE – o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo o estudo, uma em cada cinco estudantes de 13 a 17 anos dizem já terem sido tocadas, beijadas ou expostas contra a vontade. Quase 9% afirmaram terem sido forçadas ao sexo. 

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Os meninos também são vítimas: 9% afirmaram já terem sidos importunados sexualmente; e 3,6%, obrigados a fazer sexo.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, que entrevistou mais de 160 mil estudantes de 13 a 17 anos.

Pessoas próximas dos jovens, como namorados e familiares, são os principais autores das violências.

Segundo a psicóloga e pesquisadora da Fundação Abrinq, Bruna Latrofe, muitas vezes o agressor faz ameaças para manipular a vítima, que fica ansiosa e receosa, e acaba por não denunciar.  

Bruna Latrofe afirma que os pais, antes de tudo, precisam ter um canal de diálogo aberto sobre sexualidade com os filhos. E, caso identifiquem algum sinal de alerta, devem ter confiança neles e procurar ajuda especializada.

Entre os sinais que podem ajudar a identificar uma vítima de violência sexual, além de marcas físicas, estão mudança de comportamento repentina, ansiedade, agressividade, queda no desempenho escolar e retraimento social. Também a falta de vontade de voltar para casa, quando a violência acontece na residência.

Os professores têm um papel importante, observando o comportamento dos alunos e realizando atividades sobre educação sexual, explica a psicóloga Bruna Latrofe.

As denúncias podem ser feitas em delegacias e nos Conselhos Tutelares. Também o canal Disque 100, que recebe denúncias anônimas e funciona 24 horas todos os dias.

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